O que é cateterismo intermitente?
O cateterismo intermitente (CI) refere-se à inserção regular de um cateter pela uretra ou por um canal na parede abdominal para auxiliar pacientes que não conseguem urinar espontaneamente a esvaziar a bexiga ou um reservatório urinário. Diferentemente de um cateter permanente, esse método não mantém o cateter dentro da bexiga continuamente; em vez disso, o cateter é inserido apenas quando há necessidade de urinar e removido imediatamente após o esvaziamento da bexiga.
Existem dois tipos principais: Cateterização Intermitente Estéril (SIC) e Cateterização Intermitente Limpa (CIC).
Cateterização Intermitente Estéril (SIC):
Realizado em condições relativamente estéreis, normalmente em ambiente hospitalar.
Cateterismo intermitente limpo (CIC):
Realizado em condições higiênicas, adequado para uso comunitário ou domiciliar, e executado pelo paciente ou por um cuidador.
Por que é considerado o "Padrão Ouro"?
Para pacientes com dificuldade para urinar, o cateterismo intermitente não é apenas um tratamento comum. É reconhecido pela Sociedade Internacional de Continência como o método preferencial e mais seguro para auxiliar pacientes com bexiga neurogênica a esvaziar a bexiga. É amplamente reconhecido na área como o "padrão ouro" (nível de evidência A).
O cateterismo intermitente regular permite que a bexiga se encha e esvazie de forma controlada, ajudando a manter a capacidade normal da bexiga e promovendo a recuperação da função de contração da bexiga.
Ao mesmo tempo, ajuda a remover rapidamente a urina residual, reduzindo significativamente o risco de infecções do sistema urinário e reprodutivo. Também pode melhorar a incontinência urinária, melhorando fundamentalmente a qualidade de vida do paciente.
Quais são as condições adequadas para o cateterismo intermitente?
- Problemas urinários causados por disfunções neurológicas, como a incapacidade de urinar de forma independente devido a lesão na medula espinhal, esclerose múltipla, tumores na coluna vertebral, etc.
- Disfunção não neurogênica da bexiga, como dificuldade para urinar causada por hiperplasia prostática benigna ou retenção urinária pós-parto.
- Obstrução da bexiga que leva ao esvaziamento incompleto da urina.
- Determinadas necessidades de diagnóstico, como a coleta de amostras de urina para exames, a medição precisa do volume urinário, o enchimento da bexiga antes da ultrassonografia pélvica por via vaginal ou abdominal, ou durante estudos urodinâmicos.
Quais condições são inadequadas para cateterismo intermitente?
- Pacientes que não conseguem realizar o autocateterismo e não contam com a ajuda de um cuidador.
- Indivíduos com comprometimento cognitivo que não conseguem cooperar com a inserção do cateter ou seguir um cronograma regular de cateterização.
- Pacientes com anormalidades anatômicas da uretra, como estenose uretral, obstrução do trato urinário ou obstrução do colo da bexiga.
- Pacientes com suspeita de lesão uretral parcial ou completa, ou com tumores uretrais.
- Indivíduos com capacidade vesical inferior a 200 ml.
- Pacientes com infecções ativas da bexiga.
- Pacientes com incontinência urinária grave.
- Indivíduos que não conseguem controlar a ingestão diária de líquidos ou que consomem quantidades excessivas de líquidos.
- Pacientes com anormalidades persistentes do reflexo autonômico da bexiga após o tratamento.
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