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Prevenção e tratamento de complicações relacionadas à cateterização

2026-01-09
  1. Colapso (Choque)

(I) Causas

A drenagem rápida de grandes volumes de urina causa uma queda repentina na pressão intra-abdominal, levando ao acúmulo maciço de sangue nos vasos abdominais, resultando em diminuição da pressão arterial e colapso.

(II) Manifestações Clínicas

O paciente apresenta repentinamente náuseas, tonturas, palidez, respiração superficial, sudorese fria profusa, relaxamento muscular, fraqueza generalizada e, frequentemente, desmaia subitamente. Alguns pacientes também podem apresentar alteração do nível de consciência.

(III) Prevenção e Gestão

 

  1. Em pacientes com distensão vesical grave e extrema fraqueza, o primeiro volume de urina drenado não deve ultrapassar 1000 ml.
  2. Caso seja detectado colapso, o paciente deve ser imediatamente colocado em decúbito dorsal ou em posição de Trendelenburg (cabeça baixa, pés elevados).
  3. Ofereça água morna ou água com açúcar para beber e aplique acupressão em pontos como Renzhong (filtro), Neiguan e Hegu. Alternativamente, a acupuntura em Hegu, Zusanli e outros pontos pode auxiliar na reanimação de emergência.
  4. Caso as medidas acima sejam ineficazes, providencie acesso intravenoso imediatamente e notifique o médico para tratamento de emergência.

 

  1. Disfunção Sexual Temporária

(I) Causas

 

O paciente pode ter uma doença subjacente que causa disfunção sexual.

Todas as outras complicações da cateterização podem se tornar causas de disfunção sexual em pacientes do sexo masculino.

O impacto psicológico do próprio procedimento de cateterização na função sexual masculina.

 

(II) Manifestações Clínicas

Disfunções sexuais masculinas, como disfunção erétil, ejaculação precoce, anejaculação, ejaculação retrógrada, diminuição da libido e hipersexualidade, podem ocorrer após cateterismo, embora sejam raras.

(III) Prevenção e Gestão

 

  1. Antes da cateterização, explique repetidamente o procedimento ao paciente, garantindo que ele entenda que a cateterização em si não causa disfunção sexual.
  2. Domine as técnicas de cateterismo com proficiência, opere com delicadeza e evite quaisquer outras complicações.
  3. Caso ocorra disfunção sexual, ofereça aconselhamento psicológico; se ineficaz, encaminhe o paciente a um andrologista para o tratamento adequado.

 

  1. Formação de falso canal uretral

(I) Causas

É mais comum em pacientes com lesão medular, onde a inserção intermitente repetida de cateteres danifica a uretra membranosa.

(II) Manifestações Clínicas

Dor uretral e sangramento pelo meato uretral. A uretroscopia revela formação de falso trajeto.

(III) Prevenção e Gestão

 

  1. Ao inserir o cateter, manipule-o de forma lenta e delicada, atentando-se à resistência na região do esfíncter. Quando a ponta do cateter atingir essa região, faça uma breve pausa antes de prosseguir com a inserção. Se necessário, pode-se instilar lidocaína a 2% na uretra.
  2. Respeite rigorosamente os intervalos de cateterismo intermitente: realize o cateterismo a cada 4 a 6 horas, não excedendo 6 vezes ao dia. Evite distensão excessiva da bexiga; o volume vesical não deve ultrapassar 500 ml em cada cateterismo.
  3. Em pacientes com um falso trajeto estabelecido, é necessário realizar uma uretroscopia. Utilize a pressão do fluido de irrigação para localizar o trajeto normal e, em seguida, insira um fio-guia na bexiga. Sob a orientação do fio-guia, avance um cateter com balão (com a ponta removida) até a bexiga e mantenha-o por 2 a 3 semanas. Remova o cateter após a cicatrização do falso trajeto para prevenir a estenose uretral.
  4. Inserção inadvertida na vagina

 

A inserção inadvertida na vagina é uma complicação exclusiva da cateterização em pacientes do sexo feminino.

 

(I) Causas

 

A cateterização em pacientes do sexo feminino geralmente não apresenta complicações, mas falhas na cateterização ou inserção vaginal inadvertida podem ocorrer em mulheres idosas. Nessas mulheres, o relaxamento da musculatura perineal e a atrofia da musculatura vaginal, devido à tração, fazem com que o meato uretral fique inserido na parede vaginal anterior, resultando no posicionamento ectópico do orifício uretral externo.

 

(II) Manifestações Clínicas

 

Não há fluxo de urina após a inserção do cateter, enquanto o exame físico revela bexiga cheia e distendida.

 

(III) Prevenção e Gestão

 

  1. Se a falha na cateterização for devida à impossibilidade de localizar o orifício uretral externo, deve-se realizar uma busca cuidadosa pelo meato uretral. Método de busca: Realize a desinfecção rotineira dos genitais externos, calce luvas, junte os dedos indicador e médio da mão esquerda, insira-os delicadamente de 1,5 a 2 cm na vagina, flexione as articulações dos dedos e, em seguida, estique a parede vaginal anterior, evertendo-a para fora. O orifício uretral pode ser encontrado na mucosa evertida; o orifício uretral aberrante geralmente não é profundo.

 

  1. Caso o cateter seja inserido inadvertidamente na vagina, recoloque-o e reinsira-o corretamente.

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