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O cateterismo intermitente (CI) refere-se à interrupção da função da bexiga por meio de cateterismo vesical.

2025-12-17

Método de tratamento no qual um cateter é inserido regularmente através da uretra ou de um canal suprapúbico para esvaziar a urina da bexiga ou do reservatório urinário, sendo o cateter removido imediatamente após a drenagem.

  1. Indicações e pré-requisitos para IC
  2. Indicações para IC:

O cateterismo intermitente é indicado para distúrbios do esvaziamento da bexiga causados ​​por diversas condições, incluindo disfunções neurogênicas e não neurogênicas da bexiga e da uretra, retenção urinária idiopática ou esvaziamento incompleto da bexiga. Exemplos incluem lesão medular, disrafismo espinhal, disfunção vesical diabética, hiperplasia prostática benigna, retenção urinária pós-operatória após cirurgia pélvica, retenção urinária pós-parto, miastenia gravis, síndrome de Hinman, síndrome de Flower e outras condições relacionadas.

Além disso, em certas situações clínicas — como em pacientes que não conseguem urinar espontaneamente no período pós-operatório inicial após cirurgia não urológica — o cateterismo intermitente temporário também pode ser realizado para esvaziar a bexiga.

  1. Contraindicações para cistite intersticial:

A contraindicação absoluta para o cateterismo intermitente é uma capacidade vesical segura excessivamente pequena ou uma pressão intravesical elevada que exija drenagem contínua para evitar danos renais.

As contraindicações relativas incluem:

  1. Pouca destreza manual sem a assistência de cuidadores treinados;
  2. Condições uretrais que impossibilitam ou dificultam a inserção repetida de cateteres;
  3. Infecções graves do trato urinário;
  4. Condições sistêmicas como tendência a sangramentos, distúrbios de coagulação ou poliúria.
  5. Requisitos para a realização de IC:
  6. Sinais vitais estáveis, sem necessidade de reanimação de emergência ou infusão de grandes volumes de fluidos;
  7. Capacidade vesical segura adequada (a capacidade vesical segura ideal é de aproximadamente 400 mL; se a capacidade segura for insuficiente, a capacidade vesical pode ser aumentada por meio de medicamentos ou técnicas cirúrgicas para atender aos requisitos da cistite intersticial);
  8. Ausência de obstrução uretral ou outras contraindicações;
  9. Capacidade cognitiva e cooperação suficientes, juntamente com função física e manual adequadas, permitindo ao paciente aprender e realizar o autocateterismo de forma independente ou completar o cateterismo com a ajuda de terceiros;

 

  1. Boa conformidade.
  2. Vantagens dos circuitos integrados
  3. Esvaziamento eficaz da bexiga:

O cateterismo intermitente permite o esvaziamento eficaz da bexiga e serve como uma forma de treinamento de reabilitação vesical. Recomenda-se que pacientes elegíveis iniciem o cateterismo intermitente o mais cedo possível.

  1. Proteção da função do trato urinário superior e inferior:

A cateterização intermitente padronizada ajuda a evitar os riscos e danos associados a métodos de micção como esforço abdominal ou punção vesical. Ela reduz a incidência de hidronefrose, atrofia renal, pielonefrite, dilatação ureteral e refluxo vesicoureteral (RVU), protegendo assim a função do trato urinário superior. Ao mesmo tempo, ajuda a preservar as funções do trato urinário inferior, incluindo a complacência, a capacidade e a morfologia da bexiga.

  1. Redução e prevenção de complicações:

A cateterização intermitente reduz as complicações associadas a cateteres de demora, como infecções do trato urinário e genital, sangramento, lesão uretral, estenose uretral, úlceras, pólipos e cálculos. É considerada o método mais seguro para o controle da bexiga.

  1. Melhoria na qualidade de vida:

A IC (Intervenção Comunitária) melhora a participação social, aumenta a autoconfiança e facilita a reintegração dos pacientes na sociedade.

  1. Tipos de CI

Os tipos mais comuns de cateterismo intermitente incluem o cateterismo intermitente simples (SIC), o cateterismo intermitente contínuo (CIC) e o cateterismo intermitente sem contato.

  1. SIC (Cateterização Intermitente Estéril):

A cateterização venosa cirúrgica (CVC) refere-se à cateterização realizada com técnica estéril durante todo o procedimento, seguindo rigorosamente os princípios da assepsia. Sua principal vantagem é a redução máxima da contaminação durante a cateterização, diminuindo assim o risco de infecção. Esse método geralmente requer profissionais de saúde treinados e envolve custos mais elevados com materiais descartáveis.

  1. CIC (Cateterismo Intermitente Limpo):

O cateterismo intermitente limpo (CIC) é realizado utilizando uma técnica limpa, que requer apenas mãos ou luvas limpas, higienização das mãos e do cateter, e um recipiente limpo. Pode ser realizado pelo paciente ou por um cuidador. Os cateteres podem ser descartáveis ​​ou reutilizáveis. O procedimento não exige condições estéreis; apenas a limpeza do meato uretral antes da inserção é necessária.

Se houver resistência excessiva durante a inserção, ou se o fluxo urinário for fraco ou contiver coágulos sanguíneos ou detritos teciduais (sedimentos), isso sugere que o tamanho do cateter pode ser inadequado e deve ser ajustado. A lubrificação adequada ou o uso de cateteres com revestimento hidrofílico podem reduzir o atrito entre a superfície do cateter e a mucosa, diminuindo assim complicações como sangramento. Lubrificantes anestésicos podem ajudar os pacientes a relaxar e reduzir a dificuldade de inserção. O cateterismo intermitente limpo (CIC) realizado pelo próprio paciente é denominado cateterismo intermitente limpo autoadministrado (CISC).

  1. Circuito integrado sem contato:

Na cateterização intermitente sem contato, o meato uretral é higienizado com uma técnica limpa e um cateter descartável, acondicionado em embalagem estéril individual, é utilizado. O cateter é inserido na bexiga utilizando a embalagem externa ou dispositivos auxiliares estéreis, como pinças estéreis, sem contato direto. Sistemas de cateteres reutilizáveis ​​com bainha externa também podem ser utilizados. Durante o procedimento, o profissional segura a extremidade distal do cateter ou a embalagem, evitando o contato com a porção proximal que entra no corpo do paciente.

 

  1. Seleção de cateter

A escolha do cateter depende da função uretral do paciente, de considerações econômicas, da experiência do usuário e das preferências do paciente ou do cuidador. Os materiais comuns para cateteres incluem cloreto de polivinila (PVC) de grau médico, látex, silicone, borracha, poliuretano e olefinas termoplásticas.

Um cateter ideal deve atender aos seguintes critérios:

  1. Limpo e esterilizado;
  2. Boa biocompatibilidade, baixa citotoxicidade, mínima irritação da mucosa e facilidade de inserção.

Clinicamente, cateteres com diâmetro adequado são selecionados para garantir a drenagem urinária desimpedida. Em geral, cateteres F12–14 são preferidos para adultos, enquanto F4–6 são usados ​​para crianças. Em situações especiais, como estenose uretral leve ou espasmo uretral, um cateter de menor calibre deve ser selecionado de acordo com as circunstâncias individuais.

 

Cateteres reutilizáveis ​​requerem limpeza, secagem e armazenamento adequados após o uso, tomando-se o cuidado de evitar contaminação. Kits portáteis para cateteres, contendo cateteres reutilizáveis ​​com uma bainha externa preenchida com solução desinfetante, facilitam o cateterismo intermitente limpo (CIC) diário. Cateteres descartáveis ​​são descartados após o uso e oferecem maior praticidade. Eles podem ser classificados como não hidrofílicos (sem revestimento) ou hidrofílicos (com revestimento). Cateteres sem revestimento devem ser usados ​​com um lubrificante estéril, enquanto cateteres com revestimento possuem uma camada lubrificante pré-tratada e podem ser usados ​​diretamente ou após ativação com água. Cateteres com revestimento hidrofílico reduzem o risco de infecções do trato urinário e hematúria, além de diminuírem a incidência de lesões e estenoses uretrais.

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